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Paços de Ferreira

Paços de Ferreira é uma cidadeportuguesa no distrito do Porto, região estatística do Norte e sub-região do Tâmega e Sousa, com 7 491 habitantes (2011).

 Nota: Para o clube de futebol português, veja Futebol Clube Paços de Ferreira.

Paços de Ferreira
Município de Portugal

Cruzeiro e Igreja Matriz
Gentílico Pacense
Área 70,99 km²
População 56 340 hab. (2011)
Densidade populacional 793,6  hab./km²
N.º de freguesias 12
Presidente da
câmara municipal
Humberto Brito (PS) (mandato 2017-2021)
Fundação do município
(ou foral)
06/11/1836
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Tâmega e Sousa
Distrito Porto
Província Douro Litoral
Orago Santa Eulália
Feriado municipal 6 de Novembro
Código postal 4590 e 4595
Sítio oficial www.cm-pacosdeferreira.pt

É sede do município de Paços de Ferreira[1] com 70,99 km² de área[2] e 56 340 habitantes (2011[3]), constituído por 12 freguesias após a Reforma Administrativa de 2013.[1] O município é limitado a leste pelo município de Lousada, a sul por Paredes, a sudoeste por Valongo e a oeste e norte por Santo Tirso.

É conhecida como Capital do Móvel por ser o mais importante centro de produção de mobiliário de Portugal, contando com cerca de 5000 empresas que constituem a maior área de exposição e venda de móveis na Europa, estimada em 2,5 milhões de metros quadrados.[4]

. . . Paços de Ferreira . . .

O território do atual município é povoado desde o Neolítico. Desse período resta o Dólmen da Leira Longa, em Lamoso. Palco de intensos e prolongados conflitos, a Colina e a Chã de Ferreira foram zona de fronteiras religiosas, militares, políticas e administrativas. Da Idade do Ferro, partindo do alto da colina, Citânia, temos, para um lado e para o outro, um notável conjunto de outros castros. Do período suévico temos topónimos que persistem, como Freamunde, Eiriz. Do período do domínio dos Árabes temos topónimos como Aldozinde, em Carvalhosa.

O primeiro documento, em papel, sobre este território, refere-se a uma doação de bens ao Mosteiro de Santa Maria de Cacães (Eiriz) de Ferreira, datado de 0976. “Villa Colina” e “Villa Cova” são referências fundamentais do Livro de Mumadona Dias, quando a Condessa de Portugal no século X, elenca os seus bens e igrejas em Ferreira. No período da fundação da Nacionalidade, os Ferreira e a sua Quinta e Honra _Casa do Paço, na freguesia de Eiriz_ foram cavaleiros de grande importância no seu serviço ao Reino. É à volta deste Termo de Ferreira (até meados do século XIII) que se afirmam as famílias nobiliárquicas dos Sousa e dos Ferreira. O cavaleiro Mem Viegas de Sousa foi senhor e cavaleiro de honrarias em Carvalhosa, Eiriz, Sanfins de Ferreira, como se vê em Gonçalo Mendes de Sousa.

Posses de Mumadona, século X, no território de Ferreira

No período da reconquista, foi restaurada a Diocese de Braga e a Chã de Ferreira ficou a pertencer-lhe. Há registos que afirmam que, no ano de 1111, o cavaleiro Soeiro Viegas é senhor do “Couto de Fins de Ferreira” e que aqui fundou um mosteiro. Inicia-se a construção do Mosteiro de Ferreira e logo se divide este território. A diocese do Porto pretende recuperar os antigos limites e entra em conflito, com a Diocese de Braga, pela posse do território de Ferreira. Os século XII e XIII foram de grandes conflitos religiosos; o que obrigou a intervenção papal. Na prática, a diocese Braga ficou com as paróquias do norte do atual concelho, com o seu Mosteiro de “Sam Fins de Ferreira” e igreja de S. Pedro Fins de Ferreira. A diocese do Porto ficou com as paróquias a sul do atual concelho, com o seu Mosteiro de “S. Pedro de Ferreira” e igreja de São Pedro de Ferreira. O título nobiliárquico de “senhor do Couto de Fins de Ferreira” é referido ainda ao longo do século XII I e foi esta Igreja/Mosteiro que foi transformada em Comenda, cujo primeiro comendatário foi o humanista D. Miguel da Silva (cardeal).

Do Mosteiro de S. Pedro Fins de Ferreira inscrição sepulcral, oferta ao Museu Martins Sarmento

A restauração das Dioceses provocou disputas entre Braga e Porto que se prolongaram até 1882, data em que a Diocese de Braga devolveu à Diocese do Porto as igrejas dos medieovos Termo de Ferreira e Terra de Ferreira.

No Foral da Terra de Ferreira apenas constam as freguesias da Diocese de Braga e a norte do atual concelho de Paços de Ferreira: Raimonda, Codessos, Lamoso, Figueiró e Sanfins de Ferreira. Sanguinhedo, junto à nascente do Rio Ferreira mais distante da foz, já em Lustosa (no concelho de Lousada. Alguns territórios destas freguesias integravam também o Foral de Sobrosa.

A Terra de Frazão , Honra desde o século XIII, também recebeu Foral de D. Manuel, em 1514. A sede da Honra encontrava-se em Santa Maria Alta, hoje o S. Brás da Poupa. Com o Liberalismo obteve o estatuto de Concelho, sendo que a 20 de novembro de 1836, na Igreja Matriz de S. Martinho, se registou o último ato de vulto da autonomia administrativa, que se estendia pela Seroa e tinha marca histórica na Torre dos Alcoforados, na atual freguesia de Lordelo (Paredes). Em 1742, no Catálogo dos bispos do Porto, a sede do atual concelho de Paços de Ferreira é referida como Santa Eulália de Paços; dando a perceber o tardio determinativo de Ferreira.

. . . Paços de Ferreira . . .

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